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Brasil ESG Summit 2026: o que muda na gestão e na comunicação das empresas

Brasil ESG Summit 2026: o que muda na gestão e na comunicação das empresas

Governança corporativa, riscos climáticos, métricas de Escopo 3, inteligência artificial e combate ao greenwashing aparecem entre os temas divulgados para o Brasil ESG Summit 2026, edição realizada em 24 de setembro, em São Paulo. A agenda também colocou em discussão direitos humanos na cadeia de fornecedores e informações financeiras relacionadas à sustentabilidade.

Para nós, o interesse dessa agenda está principalmente nas decisões que ela coloca sobre a mesa das empresas. Um compromisso ambiental pode exigir a revisão de um investimento. Uma avaliação de fornecedores pode alterar as condições de contratação. Uma afirmação usada pela marca pode depender de informações que a operação ainda precisa organizar. Quando um tema interfere no que a empresa compra, na forma como administra riscos ou naquilo que promete aos clientes, ele precisa encontrar espaço nos processos de gestão.

Foi a partir dessa leitura que reunimos os pontos do Brasil ESG Summit 2026 que, na nossa visão, merecem maior atenção das lideranças. Nosso objetivo foi entender o que essas discussões representam para estratégia, governança, competitividade, reputação e comunicação e quais decisões podem surgir a partir delas.


Por que essa agenda precisa entrar nas conversas sobre o negócio

Imagine uma empresa que assume publicamente uma meta de redução de emissões, mas ainda não avaliou os investimentos necessários para cumpri-la. A equipe responsável pela sustentabilidade acompanha o indicador, enquanto as decisões sobre equipamentos, contratos de energia e fornecedores seguem critérios que não consideram aquele compromisso.

A dificuldade está na distribuição das responsabilidades. Quem acompanha a meta depende de escolhas feitas por outras áreas, que talvez nem tenham participado da definição do compromisso. Esse exemplo ajuda a explicar por que entendemos que a agenda ESG precisa ser examinada junto ao planejamento da organização. Antes de definir o que será divulgado, a liderança precisa saber quais mudanças serão necessárias e quem terá autonomia para executá-las.

Também é preciso entender quais temas realmente importam para aquele negócio. Uma operação dependente de água terá questões diferentes das de uma empresa cuja principal exposição esteja nas condições de trabalho da cadeia de fornecedores. Aplicar a mesma lista de iniciativas a organizações distintas pode consumir recursos sem enfrentar os problemas que de fato precisam de atenção.

Insight da Poussée: para nós, o posicionamento ganha força quando a empresa consegue explicar por que escolheu determinados compromissos. A relevância de uma iniciativa depende da relação com sua atividade, dos impactos que pretende enfrentar e da capacidade de acompanhar os resultados.


1. Governança precisa aparecer nas decisões que a empresa toma

A relação entre sustentabilidade, conselho de administração e decisões de investimento está presente nos materiais do Summit voltados às lideranças e aos investidores. Esse recorte aproxima a agenda ESG de discussões sobre risco, investimento e prestação de contas. Dentro da empresa, essa aproximação precisa se transformar em atribuições claras.

Uma diretoria pode aprovar uma meta, mas sua execução depende de orçamento, mudanças de processo, responsáveis pelo acompanhamento e critérios para decidir o que fazer quando os resultados não evoluem como previsto. Considere uma contratação em que o fornecedor de menor preço apresente problemas socioambientais relevantes. A política de compras precisa orientar como essa informação será considerada, quem avaliará o caso e quais condições permitirão manter, corrigir ou encerrar a relação. Sem esse encaminhamento, o compromisso institucional fica sujeito a decisões contraditórias dentro da própria organização.

As metas precisam conversar com os critérios de avaliação

Uma revisão que recomendamos é verificar se as diferentes áreas recebem orientações compatíveis. Compras podem ser avaliadas exclusivamente pela redução de custos enquanto a sustentabilidade tenta desenvolver fornecedores. Operações podem receber uma meta ambiental sem previsão dos recursos necessários para alcançá-la.

Nossa recomendação é examinar esses conflitos antes de ampliar a exposição pública dos compromissos. O trabalho começa pela identificação das decisões que cada meta exige e pela definição de quem pode tomá-las. Para a comunicação, isso também altera o processo de aprovação, porque uma mensagem institucional sobre o futuro da empresa precisa estar apoiada nas condições que sustentam aquela promessa.


2. Risco climático precisa ser considerado no planejamento financeiro

O IFRS S2 trata de riscos e oportunidades relacionados ao clima que possam afetar o fluxo de caixa, acesso a financiamento ou custo de capital. O padrão contempla riscos físicos e riscos de transição, associados, por exemplo, a mudanças tecnológicas, regulatórias e de mercado.

Para nós, a aplicação dessa discussão dentro das empresas começa quando esses riscos deixam de ser conceitos amplos e passam a ser localizados na operação. Uma organização que depende de fornecimento contínuo de água pode avaliar como uma restrição afetaria sua capacidade produtiva. Uma empresa com fornecedores concentrados em uma mesma área pode examinar alternativas para uma interrupção de abastecimento. São perguntas que conectam a análise climática à continuidade do negócio.

O planejamento também pode considerar oportunidades. Ao avaliar a substituição de um equipamento, por exemplo, a empresa pode observar os efeitos sobre consumo de recursos e custos ao longo do uso junto ao investimento inicial.

Redução de emissões e adaptação exigem análises próprias

Uma empresa pode avançar na redução das emissões e continuar exposta a interrupções provocadas por eventos climáticos. Por isso, a avaliação precisa considerar tanto os efeitos da transição quanto a capacidade de operar diante de novas condições.

Para as lideranças, vemos uma aplicação bastante prática: incluir essas variáveis nas decisões que já estão acontecendo, como expansão de unidades, contratação de fornecedores e renovação de ativos. A comunicação ganha conteúdo quando consegue explicar uma escolha concreta, seus motivos e os resultados que serão acompanhados.


3. IFRS S1 e S2 exigem atenção à qualidade da informação

Os padrões IFRS S1 e IFRS S2 oferecem uma referência para divulgar informações de sustentabilidade úteis às decisões de quem fornece recursos à empresa. O S1 estabelece requisitos gerais. O S2 se concentra nos riscos e nas oportunidades relacionados ao clima. Para nós, um dos pontos mais relevantes dessa discussão é o que acontece antes da publicação.

Um relatório preparado a partir desses padrões depende de informações produzidas e validadas por diferentes áreas da organização. Há também uma atualização brasileira importante. Em 29 de maio de 2026, a CVM publicou a Resolução 244, que alterou a Resolução 193 e retirou a obrigatoriedade anteriormente prevista para companhias abertas nesse regime de reporte. A adoção passou a ser voluntária, observadas as condições estabelecidas pela autarquia.

A norma determina que as entidades optantes publiquem as informações por pelo menos três exercícios consecutivos. A partir de 1º de janeiro de 2027, companhias abertas que optarem por não arquivar o relatório deverão justificar essa decisão por comunicado ao mercado, nos termos da resolução.

A decisão de reportar precisa considerar a capacidade de manter o processo

Nossa leitura é que a discussão deve começar antes da produção do relatório. A empresa precisa avaliar a disponibilidade dos dados, os controles existentes, quem responde por cada indicador e o trabalho necessário para manter informações comparáveis ao longo do tempo.

A comunicação pode participar da organização editorial e da apresentação do conteúdo, mas precisa trabalhar a partir de informações validadas pelas áreas responsáveis. A apuração dos indicadores e os critérios técnicos precisam existir antes do momento de escrever. Por isso, recomendamos iniciar esse alinhamento antes do fechamento do período.

Descobrir uma lacuna durante a produção do relatório limita a qualidade da comunicação e revela que o processo responsável por gerar aquela informação também precisa ser revisto.


4. A cadeia de fornecedores amplia o alcance das responsabilidades

Escopo 3 compreende emissões indiretas relacionadas à cadeia de valor da organização, em atividades anteriores e posteriores à sua operação. O padrão do GHG Protocol organiza essas emissões em 15 categorias e oferece uma estrutura para trabalhar com fornecedores e clientes na avaliação dos impactos climáticos.

Isso leva a análise para relações sobre as quais a empresa nem sempre possui controle direto. Obter informações de parceiros exige critérios comuns, orientação e conhecimento sobre a qualidade dos dados recebidos. A discussão também alcança impactos sobre pessoas. A OCDE recomenda processos de diligência para identificar e enfrentar efeitos negativos reais ou potenciais nas operações, nas cadeias de fornecimento e nas relações comerciais.

Nesse trabalho, a prioridade pode considerar a gravidade e a probabilidade dos impactos identificados.

Para fornecedores B2B, a informação pode fazer parte da avaliação comercial

Esse é um ponto que consideramos particularmente relevante para empresas B2B. Quando um cliente solicita evidências socioambientais durante uma homologação, a capacidade de responder passa a fazer parte daquela negociação. A empresa precisa saber quais documentos possui, quais práticas consegue demonstrar e quais limitações ainda precisa informar.

Nossa recomendação é aproximar esse trabalho das equipes comercial e técnica. Isso permite identificar exigências recorrentes e evita que cada solicitação seja tratada como um processo completamente novo.

Para quem contrata, também consideramos importante verificar se o processo realmente produz melhorias. Um questionário preenchido mostra pouco se não houver critérios para verificar respostas, encaminhar problemas e acompanhar medidas de correção. A comunicação pode apoiar essa relação tornando critérios, responsabilidades e expectativas mais compreensíveis para os parceiros.


5. Inteligência artificial exige uma base de dados que possa ser conferida

Os materiais do Summit também associam inteligência artificial a aplicações em inventários de emissões e relatórios de sustentabilidade. A possibilidade de automatizar parte desse trabalho chama atenção, principalmente pelo volume de dados envolvido, mas nossa leitura começa antes da ferramenta.

Uma solução que consolida documentos de várias unidades precisa permitir que a organização identifique a origem das informações e compreenda como elas foram processadas. Para nós, a adoção deveria incluir testes com situações próximas da rotina real da empresa, como documentos incompletos, números conflitantes ou informações que dependem de interpretação técnica.

Também recomendamos definir quais etapas continuarão sujeitas à revisão humana. Uma ferramenta pode apoiar a elaboração de um texto ou a organização de informações. A empresa, porém, continua responsável por aquilo que publica.

O ganho operacional precisa ser avaliado junto à qualidade dessa conferência. Produzir rapidamente uma informação que exige um grande retrabalho de validação pode reduzir o benefício esperado da automação.

6. Greenwashing exige critérios para aprovar o que a marca afirma

Na comunicação, existe uma referência concreta para essa discussão. Em outubro de 2025, o Conar anunciou a atualização das regras de autorregulamentação sobre apelos socioambientais. Entre os pontos estão a precisão sobre o alcance dos benefícios divulgados, a fundamentação das metas e a clareza sobre alegações climáticas.

Esse cuidado começa pela interpretação correta do dado. Imagine uma fábrica que reduz o consumo de água de dez para oito litros por unidade produzida enquanto dobra sua produção. O consumo por unidade caiu 20%, mas o volume total utilizado aumentou 60%. Nesse caso, dizer simplesmente “reduzimos nosso consumo de água em 20%” permitiria uma interpretação incorreta. A informação precisa esclarecer que houve redução no consumo por unidade produzida.

É exatamente nesse tipo de situação que vemos a importância de aproximar comunicação das áreas responsáveis pelos indicadores. Uma revisão que considera apenas clareza, impacto ou atratividade da mensagem pode deixar passar uma imprecisão técnica.

O limite da afirmação deve acompanhar o limite da evidência

Recomendamos que cada alegação deixe claro a que produto, unidade, operação ou período se refere. Metas futuras também precisam ser apresentadas como metas e acompanhadas das informações necessárias para que o público compreenda o que está sendo proposto.

Insight da Poussée: para nós, uma informação específica e bem sustentada pode gerar mais valor para a marca do que uma declaração ampla. Explicar uma melhoria, delimitar seu alcance e mostrar como ela foi medida oferece ao público condições reais de compreender o que aconteceu.


7. O posicionamento precisa refletir escolhas relevantes para cada negócio

Quando analisamos a agenda ESG pela ótica da construção de marca, existe uma questão que consideramos central: quais assuntos a empresa tem condições de desenvolver com profundidade?

Uma organização pode ter diversas iniciativas socioambientais e ainda assim precisar escolher quais delas realmente devem ocupar espaço no seu posicionamento. Essa decisão deve considerar a relação com a atividade da empresa, a importância para seus públicos e as evidências disponíveis. Também recomendamos separar o cumprimento de uma exigência das características que a organização pretende apresentar como diferenciais. Essa distinção ajuda a definir o peso de cada informação na comunicação.

A mesma prática pode precisar de explicações diferentes

Pense em uma iniciativa de rastreabilidade. Para um cliente, a informação pode ser apresentada a partir dos critérios de origem e verificação. Para um fornecedor, a comunicação precisa explicar quais registros serão solicitados e quais condições precisam ser atendidas. Internamente, os profissionais precisam saber como manter o processo e para onde encaminhar dúvidas.

O fato permanece o mesmo, mas a explicação muda porque cada público precisa tomar uma decisão diferente. Para nós, esse trabalho é importante para que a agenda ESG não fique restrita a um relatório anual ou a uma campanha específica.

As informações relevantes também precisam chegar aos materiais comerciais, à comunicação interna, às manifestações das lideranças e aos demais pontos de contato da marca. A consistência depende dessa continuidade.


8. O ponto comum está nas escolhas que a empresa consegue explicar

Quando relacionamos governança, riscos, reporte, cadeia de fornecedores, tecnologia e comunicação, chegamos a uma pergunta de gestão: a empresa consegue explicar como seus compromissos influenciam suas decisões?

Uma resposta consistente precisa mostrar o que foi aprovado, quais recursos foram destinados, quem responde pela execução e como o resultado será acompanhado. Também precisa reconhecer as dependências que podem afetar o cumprimento do compromisso.

Esse é o critério que usamos para interpretar as discussões do Brasil ESG Summit. Um tema ganha relevância para determinado negócio quando ajuda a examinar uma decisão que precisa ser tomada, uma exposição que merece atenção ou uma prática que precisa ser revista.

Também consideramos importante preservar espaço para aquilo que ainda está em construção. Pode haver informações insuficientes, alternativas em avaliação ou metas que precisarão ser revistas. Nessas situações, comunicar o estágio do trabalho e explicar como a empresa pretende avançar pode ser mais adequado do que antecipar uma resposta que ainda não existe.


Insight da Poussée: a comunicação precisa participar antes do anúncio

Para nós, a comunicação pode contribuir desde a avaliação de um compromisso. Nesse momento, seu papel é ajudar a antecipar como aquela proposta será compreendida e quais informações serão necessárias para explicá-la.

Se uma meta inclui apenas parte da operação, essa delimitação precisa aparecer na mensagem. Se o resultado depende de fornecedores ou outros parceiros, essa dependência precisa ser considerada. Se ainda existem decisões técnicas em aberto, é importante avaliar o que já pode ser anunciado e o que precisa esperar. Esse trabalho deve acontecer junto às áreas responsáveis pela execução e pela validação das informações.

Na Poussée, entendemos que há valor em organizar essa relação desde o planejamento. Quando a comunicação conhece os motivos das decisões e os dados que as sustentam, consegue desenvolver mensagens adequadas a cada público, preparar a empresa para questionamentos e construir uma narrativa própria sobre aquilo que realmente está fazendo.

Também fica mais fácil planejar a continuidade da comunicação: definir o que será apresentado agora, quais resultados precisam ser acompanhados e quando será necessário atualizar aquela informação. É essa sequência que permite transformar um compromisso em uma construção de marca consistente ao longo do tempo.


O que as empresas podem fazer agora?

A partir das discussões analisadas, nossa recomendação é começar pelos compromissos e processos que já existem dentro da organização.

  1. Reunir as promessas feitas pela empresa. Revisar site, apresentações comerciais, relatórios, campanhas e manifestações das lideranças. Identificar quais compromissos continuam em vigor e onde estão as informações que os sustentam.
  2. Conferir as condições de execução das metas. Verificar responsáveis, recursos aprovados e prazos de acompanhamento. Levar para a liderança os compromissos que ainda dependem de decisões internas.
  3. Relacionar os temas ESG às decisões em andamento. Examinar investimentos, contratos, fornecedores e projetos de expansão para identificar onde riscos ou oportunidades socioambientais precisam ser considerados.
  4. Organizar os dados utilizados na comunicação. Registrar origem, período, abrangência e método de apuração dos indicadores. Definir quem valida cada informação e quando ela precisa ser atualizada.
  5. Revisar o acompanhamento dos fornecedores. Avaliar quais relações exigem maior atenção e como a empresa verifica informações, encaminha problemas e acompanha medidas de correção.
  6. Estabelecer um processo para aprovar alegações socioambientais. Envolver as áreas necessárias conforme o assunto e manter acessíveis os documentos utilizados na validação. Essa orientação também precisa chegar às equipes comerciais e aos porta-vozes.


Perguntas para a próxima reunião de liderança

Quais metas públicas dependem de investimentos que ainda não foram aprovados? Que informação um cliente pode solicitar durante uma avaliação e a empresa ainda não consegue apresentar? Quem tem autonomia para agir quando um fornecedor deixa de atender aos critérios definidos? Qual afirmação usada atualmente pela marca precisa de uma delimitação mais precisa sobre seu alcance?

As respostas podem revelar prioridades que ainda não aparecem no planejamento e ajudar a empresa a definir quais temas exigem encaminhamento primeiro.


Conclusão: os compromissos precisam encontrar lugar na gestão

O Brasil ESG Summit 2026 reúne discussões que ajudam a observar uma mudança importante na relação das empresas com sustentabilidade. Governança, risco climático, fornecedores, dados, inteligência artificial, reporte e comunicação começam a exigir respostas cada vez mais conectadas às decisões do negócio.

Nossa leitura é que esse trabalho pode começar pelas escolhas que já estão sobre a mesa. Um investimento em avaliação, uma política de fornecedores ou uma promessa institucional permitem verificar se existe coerência entre aquilo que a empresa assumiu e os processos que deveriam sustentar esse compromisso.

Para a comunicação, o trabalho está em compreender essa relação e traduzi-la com precisão. Isso significa explicar avanços, delimitar resultados, apresentar metas como metas e manter a prestação de contas conforme os projetos evoluem.

Na Poussée, acreditamos que estratégia, posicionamento e comunicação precisam caminhar próximos dessa realidade. É assim que uma empresa consegue transformar movimentos relevantes do mercado em decisões coerentes e construir uma marca capaz de sustentar aquilo que comunica.

Precisa organizar essa leitura dentro da sua empresa? A Poussée pode apoiar a transformação desses movimentos em estratégia, posicionamento e comunicação conectados à realidade do negócio.


Perguntas frequentes sobre o Brasil ESG Summit 2026

O que é o Brasil ESG Summit 2026?

O Brasil ESG Summit é um evento voltado à agenda empresarial de sustentabilidade e governança. A edição de 2026 foi realizada em 24 de setembro, em São Paulo, e abordou temas como riscos climáticos, Escopo 3, tecnologia, reporte, governança e comunicação socioambiental.

Quais temas do Brasil ESG Summit merecem atenção das lideranças?

A prioridade depende da atividade e das relações de cada empresa. Nossa recomendação é começar pelos assuntos que já interferem em decisões de investimento, contratação, continuidade operacional, gestão de riscos e comunicação pública.

O que é Escopo 3?

Escopo 3 reúne emissões indiretas relacionadas à cadeia de valor da organização, em atividades anteriores e posteriores à sua operação. O padrão do GHG Protocol organiza essas emissões em categorias que ajudam as empresas a estruturar seus inventários e trabalhar com fornecedores e clientes.

IFRS S1 e IFRS S2 são obrigatórios para companhias abertas brasileiras?

Em maio de 2026, a Resolução CVM 244 retirou a obrigatoriedade anteriormente prevista no regime da Resolução 193. A adoção passou a ser voluntária, dentro das condições definidas pela CVM. A partir de janeiro de 2027, companhias abertas que optarem por não arquivar o relatório deverão justificar essa decisão nos termos da norma.

Como reduzir o risco de greenwashing?

Um primeiro passo é garantir que cada afirmação esteja sustentada por informações verificáveis e que seu alcance seja apresentado corretamente. Também é importante diferenciar metas futuras de resultados já alcançados e definir responsáveis pela validação das alegações socioambientais antes da publicação.

Como uma empresa pode começar a organizar sua comunicação ESG?

Nós recomendamos começar pelo que a empresa já comunica. Reunir compromissos, indicadores, metas e alegações permite identificar quais informações estão bem sustentadas, quais precisam de atualização e quais exigem participação de outras áreas antes de voltar ao público.


Fontes consultadas

Suzana Chiodo

Co-founder da Agência Poussée, empreendedora, formada em Publicidade e Propaganda, especialista em branding e construção de marcas. Criei a Poussée para ajudar marcas a alinharem seu negócio e comunicação a partir do propósito. Meu objetivo é provocar a transformação de negócios e impactar em seu crescimento de forma humana, responsável e totalmente focada em performance.